segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Paraguay - Dados Gerais


Dados Gerais


       O Paraguay é um país localizado no “coração” da América Latina (apesar de poder dividir esse posto com a Bolívia)  tendo como coordenadas geográficas entre os paralelos 19º 18’ e 27º36’ de latitude Sul e entre os meridianos  59º 19’ e 62º 38’ de longitude Oeste. Faz fronteira com o  Brasil, a Bolívia e a Argentina.
      A moeda oficial é o guarani, mas na fronteira (Ciudad del Este) alguns lugares aceitam real e dólar, MAS É SOMENTE NA FRONTEIRA! O resto do Paraguai somente utiliza o Guarani. O fuso horário é de -4 em relação ao Meridiano de Greenwich e é um país bilíngue (espanhol e guarani). 
    O espanhol é difícil de entender, mas o guarani é praticamente impossível. Algumas palavras nós sabemos porque temos uma descendência  semelhante (tupi-guarani), mas de modo geral é bem complicado. O legal é que quando você aprende algumas palavras em guarani os nomes das cidades brasileiras vão fazendo sentido. 
     Abaixo selecionei um mapa da América do Sul, um mapa e uma imagem de Satélite do Paraguay. 







Mapa da América do Sul 

Fonte: Mapa da América. Disponível em: <http://www.mapadaamerica.com/attachments/Image/mapa-da-america-do-sul(1).jpg>. Acesso  em: 20 jan. 2013



Mapa do Paraguay
Fonte: Guia Geográfico. Disponível em: <http://www.guiageo-americas.com/imagens/mapa-paraguay.jpg> Aceso em 20 jan. 2013


Imagem de Satélite - Localização do Paraguay 


Fonte: Google Earth 


          Em relação a população encontrei essa tabela disponível no principal site de estatística do Paraguay (segue abaixo junto com as referências), contudo esta tabela possui apenas uma projeção estimada da população em 2012 sendo o último dado o de 2002 com 5.163.198 habitantes. No guia turístico que peguei em Ciudad del Este estava escrito que a população paraguaia é de 6.561.785 hab., porém não achei fonte que confirmasse os dados e não havia nada no  folheto.


           Para vias de comparação peguei também uma tabela com os dados populacionais do Brasil que em 2010 estava com 190.755.799 habitantes. 

Fonte: AVELAR, P.R.; GARCIA, E.G.; SANTOS, A.C. Crescimento Econômico e desenvolvimento social no Brasil. Disponível em: <http://www.abresbrasil.org.br/abres2012/artigos/oral/Saude/2.pdf>. Acesso em: 11 de fev. 2013

            Já o PIB (Produto Interno Bruto) não achei nenhuma fonte confiável com os dados e no site do DGEEC apesar de ter o link para acessar quando você clica não entra. O curioso é que é o único dado disponível que não consegui acessar. Segundo  o site Index Mundi (http://www.indexmundi.com/pt/paraguai/produto_interno_bruto_(pib).html) o PIB do Paraguay em 2011 foi de  $36.21 bilhões. Porém, li uma matéria na revista brasileira Veja que dizia que o Paraguay mente sobre seu PIB, não confio muito na revista, mas para quem se interessar segue o link : http://veja.abril.com.br/020610/sindrome-pedinte-rico-p-201.shtml. 
            O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) não encontrei no DEGEEC e sim no do United Nations Development Programme da ONU (http://hdr.undp.org/en/reports/global/hdr2011/download/pt/) e o do Paraguay é de 0,665 (lembrando que o IDH é o indice de desenvolvimento social mais utilizado e vai de 0 a 1 e quanto mais próximo de 1 melhor). 
            Como os dados do PNUD são de 2011 e o da tabela apresentada vão até 2010 houve uma diferença no IDH brasileiro que subiu para 0,718.
           O Coeficiente  de Gini  que é um indicador de desigualdade social e que vai de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 0 menor a desigualdade e consequentemente, quanto mais próximo de 1 maior a desigualdade. 
          Observem que apesar do PIB brasileiro ser muito superior ao paraguaio os coeficientes de Gini são muito semelhantes (o do Brasil é pior) representando alto grau de desigualdade social, que no caso do Brasil se agrava devido ao fato de sermos a 7ª maior economia do mundo (recentemente o país caiu de  sexta maior economia e voltou a ser a sétima).







 Fonte: AVELAR, P.R.; GARCIA, E.G.; SANTOS, A.C. Crescimento Econômico e desenvolvimento social no Brasil. Disponível em: <http://www.abresbrasil.org.br/abres2012/artigos/oral/Saude/2.pdf>. Acesso em: 11 de fev. 2013








Referências:

AVELAR, P.R.; GARCIA, E.G.; SANTOS, A.C. Crescimento Econômico e desenvolvimento social no Brasil. Disponível em: <http://www.abresbrasil.org.br/abres2012/artigos/oral/Saude/2.pdf>. Acesso em: 11 de fev. 2013

DANTAS, N. F.; LAGES, A.M.; OLIVEIRA, J.M. Indicadores de desenvolvimento: uma resenha em construção. Disponível em: <http://mpra.ub.uni-muenchen.de/30113/1/1459-11891-1-PB.pdf>. Acesso em: 11 fev. 2013.


MODE, Leandro. Brasil perde posto de 6ª maior economia do mundo. UOL. Disponível em: http://atarde.uol.com.br/economia/materias/1473426-brasil-perde-posto-de-6a-maior-economia-do-mundo. Acesso em: 10. fev. 2013. 


Sites de Estatísticas:
Paraguay:
Dirección general de encuestas estadísticas y censos paraguay

Brasil
Rede Interagencial de Informação para Saúde (dados sistematizados)
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A Geografia de Jogos Vorazes: as relações de poder.


A Geografia de Jogos Vorazes: as relações de poder. 





     Quando falamos de Jogos Vorazes logo nos vem à mente outros livros da categoria infanto-juvenil, tais como Harry Potter, Percy Jackson, Eragon, etc. e consequentemente todas as problemáticas de uma indústria cultural que muito influencia os jovens e contribui para um estado de alienação.
      Esse tipo de material é mais acessível e é o que geralmente a juventude gosta. E não é por qualquer coisa, realmente os livros são muito legais! Recheados de boas doses de aventura, suspense, romance, histórias de amizade e de uma realidade que não nos pertence (já que muitas vezes queremos fugir da que nos rodeia). Porém, muitas vezes esse tipo de literatura é discriminado por professores ou pessoas que lidam com educação. Isso acaba afastando o aluno da leitura em si (já que são obrigados a ler coisas mais eruditas que geralmente caem no vestibular). Não estou dizendo que esse tipo de leitura não seja bom, estou falando que NADA deve ser desprezado por um educador. Tudo é passível de observações, análises, e principalmente de críticas. E por que não usar a realidade e o mundo que pertence a eles?
    Um pouco diferente de outras sagas juvenis, Jogos Vorazes é uma distopia (sendo dis- ruim e topia lugar, ou seja, lugar ruim), não é uma fantasia bonita, pelo contrário, retrata um local que após ser destruído por catástrofes naturais vive períodos de guerras e sofre com a formação de um estado autoritário. Uma das críticas feitas ao livro é  que ele  retrata somente a América do Norte (pois esse novo “país”  cujo nome é Panem, se localizaria em uma área abrangendo Canadá, EUA, e México, no entanto, penso que a autora somente omitiu  fatos e inclusive acho que se ela quisesse poderia retomar a história justamente desse ponto. E o resto do mundo?
     Como o objetivo desta postagem é falar das relações de poder presentes no livro a partir de uma perspectiva da Geografia Política é importante frisar esse detalhe, pois aqui não temos nem mais o modelo de Estado-Nação de Westfália, nem um mundo articulado em redes. Não há globalização nos termos que conhecemos hoje. Apesar de tudo isso ter deixado suas marcas. No entanto, Panem é um país com uma área grande, mas isolada.
     Usarei como base teórica um texto da geógrafa Iná de Castro (referências seguem no final) que trata sobre as relações de poder, algo que é inegável no livro da Suzanne Collins.
     Primeira coisa, poder envolve relações assimétricas, pois se fosse uma relação igualitária não haveria poder. Segundo, sempre onde há poder, há resistências. Assim, já podemos observar um fator importante, em uma análise simplória temos  de um lado  a Capital e de outro os distritos.
       Mas por que os Distritos aceitam essa relação de poder? Por que tentaram uma guerra contra a capital há mais de 74 anos (seguindo a data do livro I) e perderam (inclusive um dos principais motivos da derrota foi a impossibilidade de passar pela cordilheira -Rock Mountains- um fator geográfico determinante). No final da guerra iniciada pelo Distrito 13, este é exterminado e o poder é mais fortemente centralizado na Capital que irá estipular uma série de ações para se manter no comando, dentre eles, os Jogos Vorazes.  
     Jogos Vorazes é o nome do evento que a Capital criou para deixar claro quem manda e basicamente é um reality show onde um menino e uma menina com idade entre 12 e 18 anos de cada distrito é sorteado como tributo para competir  em uma arena cujo objetivo é matar um ao outro até que sobre somente um. Isso tudo é amplamente divulgado e tem  incentivos tanto públicos quanto privados (dentro da arena os tributos podem receber ajuda que é comprada através de patrocinadores, sendo isso uma importante forma de sobreviver).
Além da atuação na arena, uma das formas de conseguir patrocínio é durante o período de preparo para os Jogos, ocorrendo entrevistas e testes que avaliam as habilidades de cada tributo e atribuindo notas. Quanto maior a sua nota, maior a chance de ter patrocínio.
      Apesar das pessoas sofrerem com a perda de suas crianças uma coisa é fato: há uma vontade comum entre toda a população de Panem que permite que ocorram os Jogos Vorazes. Se não houve esse fundamento, esse limite socialmente e temporalmente aceito, não existiria os jogos. Depois veremos que essa relação é fraca, pois permitiu a possibilidade de escolhas trágicas, que segundo Castro ocorre quando o individuo prefere a morte para escapar da submissão ou quando a sociedade faz uma revolução. No caso de Jogos Vorazes temos os dois tipos.
      Afinal, por mais que a sociedade como um todo aceitasse no momento do primeiro livro a existência do reality show, a maioria dos tributos estava ali por imposição. Não é a toa que a Katniss Everdeen e o Peeta Mellark (protagonistas) preferem a morte, e menos a toa ainda que a Capital não deixa isso acontecer. Quando Claudius Templesmith anuncia que há dois vencedores está falando que a Capital não aceitará demonstrações de recusa ao seu poder.
     Castro a partir de análises de outros autores coloca que há 3 tipos de poder: o Poder Despótico (caracterizado pelo medo e como tem como principal fonte de coerção a força e a violência é um poder fraco); o Poder da Autoridade (exercido mediante concessão, sendo uma forma legítima, se fazendo obedecer através de leis, tradições e carisma, o que faz com que haja reconhecimento e concordância dos que se submetem e é mais forte porque teoricamente visa o bem comum); e o Poder Politico (engloba as duas outras formas de poder, fazendo uso de acordo com seus objetivos, é um poder moral e se materializa no espaço).
    Nitidamente a Capital utiliza o Poder Politico e as transformações espaciais são bem claras. Temos uma relação centro-periferia (capital-distritos) e uma divisão do trabalho pensada estrategicamente (cada um dos 12 distritos é responsável pela produção de apenas um tipo de mercadoria).
     No outro lado da moeda há o Distrito 13 que ao contrário do que falava a Capital não foi destruído, mas sim ao final da guerra deixado em “paz” desde que não manifestasse existência. Esse distrito era responsável pela fabricação de energia nuclear por isso o medo de se manter uma guerra. Fato curioso porque mostra como as guerras têm importância para delimitação de fronteiras.
    A característica mais marcante do Distrito 13 é o Estado duramente centralizado, lembrando bastante uma sociedade socialista. O controle é muito rígido pois os recursos naturais para manutenção da população é escassa, a burocracia da administração pública é gritante (além dos horários para absolutamente TUDO, qualquer decisão tem que passar por conselho) e a padronização é latente (todas as roupas são iguais, todos comem a mesma comida, etc.). Todos esses atributos levam a caracterizar esse distrito como um Estado Unitário, que é um dos dois modelos clássicos de organização do Estado, mas este tem um alto grau de homogeneidade.
      Quando cheguei nessa parte do terceiro livro (A Esperança) imaginei que as coisas iriam melhorar, porém aqui também há relações de poder. A presidente Alma Coin é na verdade uma ditadora tanto quanto o presidente da Capital, Snow. Por isso admirei a atitude da    Katniss que ao invés de matar o Snow durante a cerimônia de vitória se vira e mata a Coin.
   Enfim, Jogos Vorazes é uma trilogia brilhante em que podemos realizar diversas relações com as diferentes áreas da Geografia. Nessa postagem queria reconhecer as formas de poder que aparecem no livro, em uma próxima quero falar mais sobre a Divisão do Trabalho e do Relevo da América do Norte. 


Referência:

CASTRO, Iná Elias de. O poder e o poder político como problemas. In: CASTRO, Iná de . Geografia e Politica: território, escalas de ação, e instituição. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2005. Pg. 95- 137. 
COLLINS, Suzanne. A Esperança. Rio de Janeiro, Rocco, 2011. 
_________________. Em Chamas. Rio de Janeiro, Rocco, 2011.
_________________. Jogos Vorazes. Rio de Janeiro, Rocco, 2010.





quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Silvio

Ainda vou postar muitas coisas sobre politica, economia e história. Mas agora só quero compartilhar a fotinho de um dos meus melhores amigos aqui no Paraguay. 

Leal, fiel e companheiro em todos os momentos. Esse é o Silvio! 








Élisee Reclus


Tão lindo procurar por mais uma palavra que você não sabe em espanhol e achar um verbete sobre um dos seus geógrafos prediletos. 






"A Geografia não é outra coisa senão a História no espaço, assim como a História é a Geografia no tempo."

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Como você vê o mundo.


Como você vê o mundo? 

Ok, a resposta da maioria seria  "com os olhos."  Mas partindo um pouco para uma linha fenomenológica acredito que não é somente com um sentindo que percebemos o nosso mundo, mas com todos os outros sentidos também. Afinal, não é essa a definição de paisagem segundo Milton Santos?

                                       “[...] tudo aquilo que nós vemos, o que nossa visão   alcança, é a paisagem. Esta pode ser definida como o domínio do visível, aquilo que a vista alcança. Não é apenas formada de volumes, mas também de cores, movimentos, atores, sons, etc.” Milton Santos, 1988

Quando lembro da casa da minha vó não vem a aparência do lugar, mas o cheiro gostoso de comida. As recordações sobre o pátio da escola sempre são associados ao barulho que não parava na hora do recreio. E uma das melhores coisas ao ir à praia é sentar na areia e toca-la.  

Ao entrar no curso de Licenciatura em Geografia já pensava em ser professora e alguns questionamentos sempre vinham à mente. Como ensinar Geografia (a ciência do espaço) para quem não pode ver? Durante as aulas de Cartografia Escolar muitos recursos foram apresentados mostrando que é sim possível aprender geografia mesmo com dificuldades sensoriais, e para isso é fundamental usar técnicas pouco utilizadas no dia-a-dia de um professor comum (tal como as maquetes)**.
Depois de um ano sendo professora e aprendendo muito com meus alunos, confirmei que Milton Santos estava certo. Nós percebemos a paisagem e cada um terá formado uma paisagem distinta. 
E uma das maneiras de notarmos como as pessoas “veem” a paisagem são as fotografias. Por isso a centenas de fotos de um mesmo ponto e todas diferentes e incríveis.

Enfim, toda essa introdução para eu postar algumas fotos minhas =D. Ou se preferirem, as maneiras com que percebo a paisagem.




Paraty 


Paraty - RJ


Trindade - RJ


Paraty - RJ


Paraty - RJ


Niterói - RJ


Telhado da E.E. Guiomar Camolesi -Sorocaba- SP 


Niterói - RJ

Niterói - RJ

Rio de Janeiro - RJ


Rio de Janeiro - RJ

Rio de Janeiro - RJ


Lustre da casa dos meus pais - Rio Grande da Serra - SP


São Pedro - SP

UFSCar- Sorocaba  - SP 


Serra do Mar - SP 


Poços de Caldas - MG


Balé da Ju - Ribeirão Pires - SP


Da janela do meu quarto - Sorocaba - SP


Aula de Aerofotointerpretação - Sorocaba - SP 

Reunião da Proace (acabou a luz) -  Sorocaba - SP

(Do trem) São Paulo- SP 

Tom - Rio Grande da Serra - SP 

Belo Horizonte - MG
( Da janela do meu quarto) - Sorocaba - SP 


Sorocaba - SP 


(Porque eu gosto é de rosas =D ) Taubaté - SP 











Obs: Tenho mais de 10 mil fotos de minha autoria. Mas gosto muito dessas. 




** Quem já foi ou ainda é professor sabe das dificuldade de implementar esses recursos na escola.