terça-feira, 21 de julho de 2015

Where in the World Is Carmen Sandiego? (JOGO)

Se existe um jogo no mundo que me marcou esse foi Where in the World Is Carmen Sandiego?. Claro que para uma futura geógrafa um jogo que tinha mapas, que você viajava pelo mundo e que as dicas envolviam economia, bandeira e moeda, não haveria nada melhor mesmo (inclusive esse era o objetivo das pessoas que criaram o jogo: fazer as crianças gostarem de geografia).
Sei que tiveram outras versões desenvolvidas posteriormente, mas o que eu passava horas jogando (e naquela época não tinha internet para dar uma colada) foi essa primeira versão de 1980! 
Há uns meses atrás me deu uma vontade danada de procurar pela Carmen Sandiego ao redor do mundo e fiquei igual a uma maluca procurando o jogo para baixar. Claro que não sou a melhor pessoa para falar sobre jogos (considerando que meu único vídeo-game foi um mega drive e o único jogo que zerei foi o Sonic), porém durante as partidas decidi que iria fazer uma postagem com as fotos de verdade dos lugares que conhecíamos através do jogo. Logo não é nada que envolva conhecimento gamer, mas sim a nossa bela e amada geografia <3 

Carmen toda charmosa. 

Olhem que belos pixels!

Ahh, o amor. 

Os lugares no jogo

Esse é um exemplo de imagem de mapa mundi com as opções para você escolher (de acordo com as dicas dadas durante a investigação).
OBS: Claro que é errado ver o mundo dessa forma. Nosso planeta é redondo e não faz sentido algum ir de Pequim aos EUA atravessando o Oceano Atlântico. 


1. Rio de Janeiro - Brasil

Claro que Carmen se escondia no Rio quando vinha ao Brasil. 
















2. Buenos Aires - Argentina
A representação dos pampas. 


















3. Lima - Peru

Vamos para Machu Pichu?




4. Cidade do México - México

Não achei uma imagem tão boa da cidade do México. A imagem mais próxima é do templo de Santa Prisca de Taxco da cidade de Taxco de Alarcón.





Templo de Santa Prisca de Taxco da cidade de Taxco de Alarcón.

5. Nova Iorque - EUA

Estátua da Liberdade. 






6. Montreal - Canadá

Está é a Chapelle Notre-Dame-de-Bon-Secours, uma igreja de Montreal. 
























7. Cairo - Egito








8- Kigali - Ruanda 





9. Moroni - Camarões 





10. Paris - França

Torre Eiffel


 
11. Roma - Itália 

O Coliseu





12. Oslo - Noruega



13. Atenas - Grécia 

O Paternon

 

14. Moscou - Rússia 

Kremlin

 

15. Reykjavík - Islândia

 

16 - Pequim - China

A grande muralha da China




17. Tóquio - Japão 

Monte Fuji





18. Nova Deli - Índia 

Taj Mahal em Agra

 

19- Colombo - Sri Lanka

 

20 - Bagdá - Iraque

Mosque and Arch to Unknown Soldier



 


21-Singapura - Singapura


22 - Banguecoque - Tailândia 

 

23 - Istambul - Turquia

Mesquita Azul

 

24-Katmandu - Nepal




25- Sidney - Austrália 

 Opera house










Agradecimentos:
A minha amiga Renata Nunes, que tão pacientemente me ajudou na busca pelas imagens. 

sábado, 28 de março de 2015

Henri Lefebvre e a questão do cotidiano

  Vida cotidiana e espaço urbano periférico


 O sociólogo, filosofo e matemático francês, Henri Lefebvre tem grande importância para as ciências humanas, suas maiores contribuições se deram principalmente através da sua teoria de produção do espaço e a maneira como elucida a relação entre o urbano e a vida cotidiana.  A compreensão da totalidade do espaço geográfico só é alcançada a partir da compreensão da sociedade urbana.
Ele salienta que essa categoria  (o cotidiano) não deve ser diminuída dentro da sociologia. Que pular o nível do habitar (p) e se focar somente nas lógicas industriais de planificação colabora para o desconhecimento do ponto crítico fazendo da cidade  um valor de troca e as lógicas de mercado determinantes.

Entender a cotidianidade é algo que envolve diversas ciências. Mostrar “como as pessoas vivem, a crítica da vida cotidiana instala o ato de acusação contra as estratégias que conduzem a tal resultado”. Estratégias dissimuladas pela ideologia urbanística classista e segregadora.

 A "cotidianeidade" é  vista como o informal, o espaço do banal, do espontâneo,  mas é  também  o  conteúdo  das  formas,  das  ideologias,  da  cultura,  da linguagem,  das  instituições,  das  atividades  constituídas  e  estruturadas (HERCULANO, 2010).

Em a Sociedade Urbana, Lefebvre trata da sociedade que nasce da industrialização e que foi constituída por um processo que domina e absorve a produção agrícola. A Sociedade urbana só pode ser concebida ao final de um processo no curso no qual a cidade explode (o tecido urbano se prolifera, estende-se, corrói os resíduos de vida agrária, tecido urbano que não designam, de maneira restrita, o domínio edificado nas cidades, mas o conjunto das manifestações do predomínio da cidade sobre o campo), e as antigas formas urbanas, herdadas de transformações descontínuas e as antigas relações sociais implodem. É válido ressaltar que nada acontece de maneira igual em todas as partes do mundo, por isso existem cidades diferentes, regiões diferentes, etc.

Nessa visão a cidade não é reduzida a simples localização dos fenômenos (da indústria, por exemplo), para revelá-la como sentido da vida humana em todas as suas dimensões, - de um lado, enquanto acumulação de tempos, e de outro, possibilidade sempre renovada de realização da vida. Assim, a cidade se realizaria também, como lugar do possível – possibilidade de um projeto voltado para o futuro.

A cidade, enquanto construção humana é um produto histórico-social e nesta dimensão aparece como trabalho materializado, acumulado ao longo do processo histórico de uma série de gerações. Expressões e significações da vida humana, obra e produto, processo histórico cumulativo, a cidade contém e revela ações passadas, ao mesmo tempo em que o futuro, que se constrói nas tramas do presente – o que nos cola diante da impossibilidade de pensar a cidade separada da sociedade e do momento histórico analisado.

Para Lefebvre usar a cidade como valor de uso significa habitá-la nos gestos do cotidiano. Daí a importância da crítica da vida cotidiana, pois é nas pequenas coisas que podemos encontrar formas de relação autênticas.  A aparência da vida  cotidiana  está no aspecto do familiar, do banal, do inautêntico, no entanto é justamente aí que surgirá o que é o homem.

Segundo Proença (2011):

Afirmar a cidade  como  obra  significa  reivindicar  nela  dois  direitos  fundamentais:  o  direito  à apropriação e o direito à participação. A apropriação, longe de ser apenas considerada como um direito a estar presente fisicamente num espaço material, sendo o aspecto mais elementar de  um  direito  à  cidade,  ela  é  sobretudo  a  possibilidade  de  reinventar  e  de  criar  a  cidade, enquanto entidade espacial e política.


Assim, estudar sobre o cotidiano nos remete a buscar compreende-lo através das dimensões em que ele é e se dá, o que para Lefebvre são as três dimensões da cotidianidade que se dão em relações dialéticas e constituem uma unidade, ou seja uma totalidade que deve ser apreendida. As três dimensões são: o trabalho, a família e o lazer e pensá-las como questões tensas  da vida social e carregada de conflitos.

Outro conceito importante é o de vivido que ligado diretamente ao viver seria o conjunto de experiências sociais dadas e realizadas no decorrer da cotidianidade que se realiza constantemente nas tramas das relações pessoais. O espaço concebido “constituem o espaço dos planificadores, dos urbanistas e dos tecnocratas  que  projetam  o  território  e  o  dispõem  procurando  reduzir  ao  espaço  que  eles concebem,  o  espaço  vivido  e  percebido  pelos  utentes  e  pelos  habitantes.” Proença (2011). O espaço percebido é o das práticas sociais e constituem as nossas representações, elas são o produto da apropriação do espaço e segregam seu próprio espaço.

Referências Bibliográficas:
LEFEBVRE, Henry. Ao redor do ponto crítico. In: LEFEBVRE, H. O direito à cidade. São Paulo: Centauro, 2001.
_______________.Sobre a forma urbana. In: LEFEBVRE, H. O direito à cidade. São Paulo: Centauro, 2001

_______________. Para uma estratégia urbana. In: LEFEBVRE, H.  A revolução urbana. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1999. 
ALFREDO, Anselmo. O mundo moderno e o espaço: apreciações sobre a contribuição de Henri Lefebvre.  Disponível em: <http://www.geografia.fflch.usp.br/publicacoes/Geousp/Geousp19/Artigo_Anselmo.pdf>. Acesso em: 16 dez. 2013. 
HERCULANO, Selene. A vida cotidiana sob o olhar sociológico. Disponível em: < http://www.professores.uff.br/seleneherculano/images/stories/A_Vida_cotidiana_sb_o_olhar_sociolgico_v3.pdf>. Acesso em: 17 dez. 2013.

LACOMBE, Marcelo S. Masset. Os fundamentos marxistas de uma sociologia do cotidiano. Disponível em: < http://www.revistaoutubro.com.br/edicoes/17/Artigo_05.pdf>. Acesso em 17 dez. 2013. 
OLIVEIRA, Adriano Gama. Senso Comum e cotidiano. Disponível em: < http://www.nufipeuff.org/seminario_gramsci_e_os_movimentos_populares/trabalhos/Adriano_Gama_de_Oliveira.pdf>. Acesso em: 17 dez. 2013.
SOTO, William Héctor Gómez.  Espaço e política em Lefebvre. Disponível em: <http://pensamentoplural.ufpel.edu.br/edicoes/03/09.pdf>. Acesso em: 18 dez. 2013.

UCHÔA , Fábio Raddi. A sociedade urbana de Henri Lefebvre. Disponível em: <http://conti.derhuman.jus.gov.ar/2011/10/mesa_4/uchoa_mesa_4.pdf> Acesso em 17 dez. 2013. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

domingo, 2 de novembro de 2014

Santigo - Chile (FOTOGRAFIAS)


Em setembro deste ano estive em um evento no Chile. Foi uma experiência incrivelmente maravilhosa que deixou belas recordações e momentos que foram eternizados em fotos.