segunda-feira, 3 de junho de 2013

População paraguaia chega próxima aos 7 milhões.

O site do IBGE cidades (http://www.ibge.gov.br/paisesat/) é uma das fontes mais rápidas de consulta de dados estatísticos dos países. 

Já tinha um tempo que não dava uma olhadinha e me surpreendi quando vi que eles estão com os dados atualizados, inclusive as estatísticas sobre o Paraguay são mais atuais do que as que encontrei na  própria Dirección General de Estadisticas, Encuestas y Censos -DGEEC.
Segundo esses dados, cuja  fonte primária é a ONU, o Paraguay se encontrava em 2012 com uma população aproximada de 6.682.943, ou seja, estão pertinho dos 7 milhões de habitantes (fig. 1). 

Figura 1- Tabela Síntese - Paraguai

Fonte: IBGE Países

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Paula Fernandes: por que Geografia?


Boa parte comunidade geográfica nacional assistiu recentemente a entrevista da Paula Fernandes no De Frente com Gabi, ou pelo menos o trecho que ela responde o porquê de fazer Geografia, e eu não fiquei de fora.




Assisti esse pequeno trecho através do Geografia Depressão e a minha primeira reação foi de pensar: “fdp desprezando a minha Geografia, e a Gabi também, bitch.” Desde então estou para comentar algo aqui no blog, porém sou muito sistemática e pensei que não seria justo assistir só uma pequena parte da entrevista e sair por aí falando o que penso. E ainda bem que fiz isso, porque mudei completamente de opinião.
A entrevista começa com a Gabi citando a Paula Fernandes "Sertaneja solo tem que valer por dois homens" e então parei para pensar, não é que é verdade? Se formos analisar os grandes nomes da música sertaneja vamos nos deparar com um monte de dupla de homens. Só de ela ter entrado nesse meio e bater de frente com um perfil estereotipado que dominava esse núcleo musical já é motivo para ganhar o respeito de qualquer pessoa. E mais, ela ainda é compositora e o nome dela é Paula Fernandes mesmo (não tem um nome artístico como metade dos cantores sertanejos tem). Além disso, respondeu tudo calmamente com sinceridade e estava absurdamente linda.
Tudo se encaminhava bem durante a entrevista até que ela comenta que conseguiu sair da depressão com o primeiro passo que foi começar a trabalhar e isso permitiu com que ela cursasse uma faculdade, a Gabi a interrompe perguntando o porquê de escolher Geografia, sorrindo ela diz que era o curso mais barato e porque ela sempre gostou muito de Geografia.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Dia dx Geógrafx



Hoje acordei com o pensamento feliz – é o meu dia como profissional (alias, eu tenho dois, contando com o dia da(o) professor(a)). Data que passei a amar desde o primeiro ano de faculdade graças a genial ideia da coordenação de realizar o trabalho de campo para Floresta Nacional de Ipanema (Araçoiaba da Serra, Capela do Alto, Iperó –SP) como finalização do evento de comemoração ao dia do geógrafo, algo que já virou tradição: toda turma de calour@s sua a camisa subindo o maciço. 



Confesso que só fui entender boa parte do que os professores falaram naquele dia no decorrer dos anos, mas o que me marcou não foi o conteúdo que tive que colocar no meu relatório, e sim o fato de ter conhecido o laboratório dx geógrafx, olhar toda aquela paisagem e ver o que tinha por trás do obvio. Desse dia em diante pude confirmar que ramo do conhecimento queria estudar e passei a amar mais ainda a Geografia.
Hoje é o meu quarto dia dx geógrafx como estudante de Geografia e consigo sentir o meu progresso como pessoa e como profissional e tenho certeza que ainda tenho muito a descobrir nos infinitos caminhos da Geografia.
Sem mais delongas quero primeiro agradecer a todxs professorxs de Geografia que fizeram e fazem parte da minha vida, com agradecimento especial para a professora Marcia - que na oitava séria me ensinou que era possível pensar o mundo criticamente-, a professora Volker -  que tanto me incentivou a cursar Geografia-, e a todxs professorxs da UFSCar Sorocaba que com muito esforço e dedicação fazem a Geografia crescer em todas as escalas. Obrigada mesmo, vocês são demais!


E por fim, um ótimo dia dx Geógrafx para todos amantes dessa maravilhosa ciência. 




terça-feira, 21 de maio de 2013

Dez motivos que me fazem feliz por ter escolhido GEOGRAFIA



Quem me conhece sabe que se existe uma coisa no mundo que deixa meus olhinhos brilhando é a Geografia. Sou completamente apaixonada pela carreira que escolhi seguir e muito feliz por cursar essa ciência que é incrível em todos os aspectos.  E pensando no meu amor por ela (Geografia) que fiz essa lista de como ela me faz feliz.


1º - Trabalhos de campo.  Para que ficar trancado em uma sala de aula quando o mundo é o meu laboratório? Pois é, essa é uma das vantagens que a Geografia oferece com primazia, os trabalhos de campo, e acreditem, eles não são passeios. São nesses momentos que você vai aprender mais sobre a Geografia, porque na nossa ciência é assim, você não só a estuda, você a vive. E tirando a parte acadêmica é um máximo fazer trabalho de campo com a sua turma, são infinitas histórias para contar, lugares maravilhosos que visitamos e fotos incríveis.

2º - Óculos para o mundo. Talvez essa expressão seja um pouco sensacionalista, mas é assim que a Geografia foi para mim: antes eu só enxergava, mas não via as relações por trás. E melhor, geógrafos veem tanto o aspecto social quando o ambiental. Essa intersecção entre geografia humana e geografia física é o que chamo de “óculos geográfico” e que uma vez utilizado sofra as consequências de não ser alienado.

3º - As múltiplas faces da Geografia. Está cansado de estudar pedologia? Vai estudar Geopolítica? Está cansado de Geopolítica? Vai para Geografia Agrária. Está cansado de tudo isso? Vai estudar cartografia.
OBS: A Geografia não é um monte de caixinha, mas para estudar é mais fácil essa divisão.

4º-  Não colaboro com o sistema.  Eu não queria participar desse sistema cruel, e acredito que a nossa profissão (professora/o) é uma das poucas que -se bem feito- podemos dizer que não colabora com o capitalismo. Eu não gero lucros para nenhuma empresa maldita e faço melhor, formo um número considerável de adolescentes revoltados com esse sistema, e para isso só preciso demonstrar através do debate e da investigação cientifica as mazelas geradas pelo capitalismo.


5º-  É uma das disciplinas mais interessante para lecionar.  Eu valorizo todas as outras “matérias” do currículo escolar, mas eu amo ser professora de GEOGRAFIA!  Sabe aquela coisa de trabalhar com a realidade do aluno? É impossível não fazer isso sendo professorx de Geografia. Você pode trazer qualquer coisa que está ensinando para o presente e usar exemplos do cotidiano. Além disso, a possibilidade de se trabalhar são infinitas: maquetes, músicas, literatura, cinema, etc. O MUNDO É GEOGRAFIA! E o mais legal, ao longo do ano instigando debates e investigações é possível notar o desenvolvimento crítico dos alunos, e isso não tem preço.

6º - Professorxs legais. Nem todos, ok? Mas de modo geral os professores das humanas tem a mente mais aberta e não te considera uma larva acadêmica. Escutam sua opinião e até valorizam. Nos conselhos temos direito a voz e voto (sem ter que lutar por isso), e como boa parte deles participou do movimento estudantil entendem as dificuldades dos alunos. Também sabem que somos pobres, então nos ajudam com xerox escanceando livros inteiros, emprestando quando possível, já vi professor pagar até trabalho de campo para aluno com dificuldade.    

7º- Você nunca fica sem assunto. Como Geografia é a ciência do presente nunca estamos sem assunto, pelo contrário, às vezes somos chatos porque temos opinião para quase todos os assuntos atuais. Além disso, não temos dificuldade de começar um assunto, sempre tem alguma “curiosidade” geográfica para puxar conversa.

8º Ligação com a história. Eu sempre amei história e fiquei na dúvida sobre que curso escolher na hora do vestibular, no entanto, o que eu só tinha uma noção  era que Geografia tem uma relação de amor com história “para entender o presente é preciso fazer um recuo no passado”.

9ª. A interdisciplinaridade. A Geografia tem relação com tantas outras ciências que é praticamente impossível enjoar de estuda-la. Geologia, Antropologia, Sociologia, História e tantas outras, que se você não quiser seguir o mestrado no ramo das ciências geográficas vai ter uma infinidade de áreas para escolher.

10º - Concurso Público. Se nada der certo, eu não gostar mais de ser professora, ou sei lá quero fazer outra coisa, sempre vai existir a possibilidade do concurso público. E Geografia é o que basicamente eles chamam de “conhecimentos gerais”, nunca vai te deixar na mão.

sábado, 18 de maio de 2013

Vamos descrever a paisagem?



Vamos descrever a paisagem? 

Eu sei, eu sei, muitos vão ler isso aqui e pensar: “Pô, descrição de paisagens, que positivista! A Geografia já saiu dessa fase...” 
E é verdade, a Geografia cujo único proposito era a descrição de paisagens já não existe, ao longo dos anos, os geógrafos perceberam que a complexidade do espaço vai muito além de uma simples descrição. E o que estou propondo aqui não é que voltemos nossos estudos nesse sentido, mas sim que prestemos mais atenção ao nosso entorno. 
É além da Geografia como ciência, é o também sentir o mundo como pessoas. Fenomenológico? Talvez, por que não? No entanto, para mim às vezes mais importante do que estudar e ter uma série de conhecimentos é vivenciar a questão; e a Geografia é uma ciência que permite que tenhamos essa união que pode ser muito prazerosa e nos levar a análises mais humanitárias. 
Eu posso ficar horas lendo sobre uma comunidade rural, mas só vou senti-la quando visitar uma. Eu leio e posso logo esquecer, mas as sensações que vivenciar a paisagem me proporciona leva há dias, meses, ou até mesmo anos, de reflexão. 
Um problema é que olhar uma paisagem pode ser simplesmente isso... olhar. Para sentir e entender além do que é dado é necessário ter certa gama de conhecimento (apesar de acreditar que essa reflexão pode levar ao conhecimento - em um sentido mais acadêmico). Assim como é necessário saber ler para entender o que está escrito em um livro, é necessário ter conhecimento para ler uma paisagem. 
 Além disso, é preciso querer, parar um pouco sua vida agitada e olhar para o que se olha todos os dias e perceber o que não se nota. Acho que toda pessoa que cursa Geografia sente a diferença que é olhar para um local qualquer antes e depois da Geo. É outra análise. Muitas pessoas não entendem a nossa relação de amor com o espaço, eu, por exemplo, posso ficar horas olhando a paisagem e isso não significa que não estou fazendo nada, pelo contrário, estou geografando. 

Volto agora para a pergunta que faço no começo: vamos descrever a paisagem? 
Mas por que descrever? Porque acredito que a descrição pode levar a descobrimentos. Às vezes na simples enumeração do que existe pode nos levar a coisas novas. Observe um lugar, agora enumere o que existe ali, de alguma forma irá surgir algo que você não tinha percebido antes. A descrição é algo fácil de fazer, o difícil é o depois, porém essa primeira fase é importante.  
Lembro-me das aulas de paleontologia que o professor sempre falava: “Na dúvida se o fóssil é verdadeiro ou não, ou que tipo é, desenhe.” E eis outro ponto que acho importante na descrição, o croqui. Quando se coloca no papel o que só seus olhos veem é como se a paisagem tomasse forma e os detalhes vão surgindo.
Eu gostava de fazer isso com os meus alunos da quinta série, levar uma foto e descrever o que tem nela, ou fechar os olhos e lembrar-se de outro lugar e irmos falando as diferenças e as semelhanças. Além do olhar geográfico ajuda bastante nas aulas de língua portuguesa, em bons livros metade da história é descrição de paisagens, onde  o autor através das palavras consegue nos transportar até o seu mundo imaginado ao ponto de conseguirmos visualizar a paisagem.
Para terminar fica a citação da definição de paisagem de Milton Santos:
                                    [...] tudo aquilo que nós vemos, o que nossa visão   alcança, é a paisagem. Esta pode ser definida como o domínio do visível, aquilo que a vista alcança. Não é apenas formada de volumes, mas também de cores, movimentos, atores, sons, etc. (Milton Santos, 1988).